segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Nota de pesar - Francisca Maria de Sousa (Dona Neném)
terça-feira, 10 de agosto de 2021
NOTA PÚBLICA: GOVERNO BOLSONARO TENTA APLICAR CALOTE NOS PRECATÓRIOS DO FUNDEF, PREJUDICANDO OS INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA E NA VALORIZAÇÃO DE SEUS PROFISSIONAIS
O Executivo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (9), medida provisória prevendo a substituição do programa Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, com valor ainda a ser definido para a população de baixa renda. E a intenção do governo consiste em financiar esse programa através do fatiamento do pagamento de precatórios aos estados e municípios – sobretudo do antigo Fundo do Ensino Fundamental (Fundef) –, numa manobra fiscal para acomodar os novos investimentos no famigerado teto de gastos imposto pela emenda constitucional nº 95.
As entidades que subscrevem esta nota reconhecem a importância do Bolsa Família e de outros programas de transferência de renda, criados ainda no Governo Lula e mantidos em governos subsequentes – muitos com alterações de nomenclaturas e, infelizmente, com cortes em valores e no número de famílias atendidas –, porém, tal como se tentou aprovar na PEC 15/2015 (Fundeb permanente) a vinculação dos programas de renda às rubricas educacionais, rechaçamos a intenção do governo Bolsonaro em utilizar os recursos da educação para financiar o Auxílio Brasil.
Os cortes e os contingenciamentos orçamentários na educação são marcas indeléveis do atual governo. Somente em 2021, o MEC mantém suspenso o investimento de R$ 1,55 bilhão em seu orçamento, e as escolas de nível básico deixaram de receber R$ 1,2 bilhão para adequar suas estruturas ao enfrentamento da pandemia do coronavírus. No último dia 4, o governo editou a MP nº 1.060, suspendendo o repasse de R$ 3,5 bilhões para estados e municípios poderem adquirir computadores e internet banda larga para estudantes e professores das escolas púbicas. Estima-se que mais de 20 milhões de estudantes do ensino obrigatório não acessaram as aulas remotas durante a pandemia por falta de equipamentos.
Mantendo-se numa direção ultrajante, o governo agora deseja bloquear o pagamento de precatórios destinados a investimentos na educação e na valorização de seus profissionais, fato que prejudicará ainda mais as condições de oferta e qualidade nas escolas públicas.
Não admitiremos mais esse calote do governo Bolsonaro na educação e, desde já, conclamamos governadores e prefeitos para se posicionarem e mobilizarem contra essa medida irresponsável e prejudicial à educação. O financiamento do Auxílio Brasil e outros programas sociais devem partir das receitas do Tesouro, priorizando-se a aprovação da Reforma Tributária Solidária (com taxação de grandes fortunas e lucros e dividendos, além de outras medidas de equalização tributária) e a revogação da EC 95 (teto de gastos).
Em defesa da educação pública, gratuita, laica, democrática, de qualidade social e para todos/as: Calote NÃO!
Brasília, 9 de agosto de 2021
CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UNE – União Nacional dos Estudantes
Frente Norte e Nordeste pela Educação
apeoc.org.br
quinta-feira, 1 de julho de 2021
SME-Camocim nem reajuste salarial pela inflação e nem progressão. Valorização já.
O reajuste do piso é uma
conquista histórica diante da qual não podemos aceitar retrocesso de nenhum
governo, pois sabemos que a melhora da educação exige aporte de maiores
recursos principalmente em época de pandemia. E com a aprovação do novo FUNDEB,
fruto da luta das Entidades (APEOC e CNTE) que representam os trabalhadores da
educação houve aumento de recurso para estados e municípios. O Sindicato APEOC
conquistou desde 2008, com muita luta e uma negociação qualificada, reajustes
ao Piso Nacional do Magistério e isso contribui para melhoria considerável dos
índices educacionais. Por isso cobramos
da Secretaria de Educação celeridade nessa questão.
Os números indicam que não faltam recursos
para que o Município conceda para a categoria docente, o quanto antes, o
reajuste salarial pela inflação e/ou a efetivação da progressão. Não há
impedimento legal para que a progressão seja efetivada de forma linear e para
todas as referências, como o Município tem feito acertadamente nos últimos
anos.
O Sindicato APEOC permanece
vigilante na luta pela valorização dos trabalhadores da educação, elemento
essencial para a garantia de uma educação pública, gratuita e de qualidade.

